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Brasil pode voltar a ter superávit com o Vietnã, avalia diplomata sabatinado pela CRE

Publicado em 08/08/2018 às 14:39

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) sabatina indicados para assumir o cargo de embaixador do Brasil no Vietnã, e na embaixada brasileira no Panamá.    Em pronunciamento, à mesa, indicado para o cargo de embaixador do Brasil no Vietnã, Fernando Apparicio da Silva.  Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
 

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta quarta-feira (8) a indicação do diplomata Fernando Apparício da Silva para a chefia da embaixada brasileira no Vietnã.
 

Durante a sabatina, o diplomata foi indagado pelo senador Pedro Chaves (PRB-MS) sobre sucessivos déficits comerciais com o país asiático, sendo que no ano passado houve quase U$ 500 milhões de déficit. O diplomata explicou que o intercâmbio comercial com o Vietnã saiu de apenas U$ 50 milhões, no ano 2000, para os números atuais, que beiram os U$ 4 bilhões por ano. Com o passar dos anos, consolidou-se um fluxo em que o Brasil exporta produtos primários para o Vietnã e importa produtos industrializados.
 

— Este déficit, que surgiu a partir de 2016, se explica em parte devido à retração verificada na nossa economia. Mas é consequência também do fato do Vietnã nos exportar produtos semi-industrializados e industrializados em grande quantidade, enquanto nós exportamos basicamente produtos primários. Só a Samsung instalada lá é responsável por quase um terço deste fluxo — explicou.
 

Embraer

Para reverter a tendência, o embaixador informou que já tem sido negociada a compra, por parte do governo daquele país, de aviões da Embraer e material de defesa, a partir de interesse manifestado pelas próprias autoridades vietnamitas.
 

Quanto à compra dos aviões, Silva afirmou que as negociações deverão ser incrementadas ao mais alto nível, pois o governo do Vietnã adquiriu aviões da Boeing e da Airbus após visitas oficiais, respectivamente, do então presidente americano Barack Obama e do atual presidente francês, Emmanoel Macron.
 

Além de produtos de alta tecnologia e com valor agregado, o diplomata informou que já se encontram em fase bastante adiantada as certificações vietnamitas às carnes brasileiras em geral, e à suína em particular, que é de grande consumo por lá. Este incremento na pauta exportadora pode fazer com que o Brasil volte a registrar superávits, disse.
 

— Isso é possível. No Itamaraty avaliamos que em 2018 as trocas comerciais atingirão U$ 5 bilhões. Durante os 3 anos em que estarei em Hanói (a capital do país), acredito ser possível incrementar em mais U$ 1 bilhão por ano, chegando a U$ 8 bilhões de trocas comerciais em 2021. Dentro deste movimento, é perfeitamente possível voltarmos a registrar superávits — afirmou.
 

Modelo chinês

Para o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), o Vietnã tem dado nas últimas décadas demonstrações de que é possível fazer investimentos sociais sem abrir mão do pragmatismo nem da eficiência na economia. Disse que o país, guardadas as devidas proporções, adotou um modelo de abertura econômica baseado na experiência da China. Como consequência, a qualidade de vida melhora desde a década de 1990, com o governo mantendo setores como a educação e a inovação tecnológica em sua pauta de prioridades.
 

Silva lembrou que o Vietnã é o segundo país com maior crescimento econômico desde meados da década de 1990, perdendo justamente para a China, da qual adotou o mesmo modelo econômico e político. O governo vietnamita está sob total controle do Partido Comunista. E o país é "extremamente cioso de sua independência nas relações internacionais, da soberania nacional e da identidade cultural", finalizou o embaixador.

Fonte: Agência Senado

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